06 de maio de 2004, Paris. — Carta encontrada no chão do banheiro cheia de pingos de sangue, feito por uma suicida.
Como eu mesma disse naquele dia, chorava todos os dias a noite, não estava nada fácil para mim. Está tudo preto e branco, tudo tão sem graça. Não tenho mais vontade de fazer absolutamente nada, nada mesmo. Não tenho mais aquela vontade de levantar da cama todos os dias. Antigamente, não me machucava com tanta facilidade, não chorava todos os dias tentando ver se aliviava pelo menos alguma coisa. Só estou tendo noites mal dormidas, pesadelos. Não estou mais agüentando essa minha péssima rotina. Eu jurei, jurei pra mim mesma que faria qualquer coisa para parar com essa minha tristeza, essa minha solidão que se passava dentro de mim. Mas como eu disse, não sou forte. Infelizmente, não sou. Não agüentei continuar com isso me pesando, com isso me perturbando. Está doendo e não consigo fazer parar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, não era sempre que tinha essas crises minhas, sim, tinha pessoas que sempre me faziam bem, gostavam de mim, me faziam sorrir. Mas nada, nadinha me fazia tirar essa solidão, essa dor dentro de mim, que me sufocava todos os dias, todas as horas. Nada mudava. Não, porfavor, não me julguem por algo que fiz ou que deixei de fazer, vocês não sabem de nada que aconteceu na minha vida, não sabem de minha história. Só peço que vocês me compreendem, apenas isso. Não consegui ser o suficiente na vida de ninguém, nem para mim consegui ser, imagine para alguém né. Eu mudei, e sinceramente, eu não queria ter me tornado essa pessoa que me tornei. Enfim, não estou mais conseguindo superar. Está tudo tão errado, está tudo tão confuso. Meu coração está surrado, maltratado, pisado, destruído, machucado, aos pedaços. Não estou encontrando outra solução a fazer a não ser essa. Desculpem-me, mas não estou mais conseguindo agüentar isso tudo que está acontecendo comigo. Adeus. O último adeus. — Maria FernandaPostet 22 minutes ago
Como eu mesma disse naquele dia, chorava todos os dias a noite, não estava nada fácil para mim. Está tudo preto e branco, tudo tão sem graça. Não tenho mais vontade de fazer absolutamente nada, nada mesmo. Não tenho mais aquela vontade de levantar da cama todos os dias. Antigamente, não me machucava com tanta facilidade, não chorava todos os dias tentando ver se aliviava pelo menos alguma coisa. Só estou tendo noites mal dormidas, pesadelos. Não estou mais agüentando essa minha péssima rotina. Eu jurei, jurei pra mim mesma que faria qualquer coisa para parar com essa minha tristeza, essa minha solidão que se passava dentro de mim. Mas como eu disse, não sou forte. Infelizmente, não sou. Não agüentei continuar com isso me pesando, com isso me perturbando. Está doendo e não consigo fazer parar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, não era sempre que tinha essas crises minhas, sim, tinha pessoas que sempre me faziam bem, gostavam de mim, me faziam sorrir. Mas nada, nadinha me fazia tirar essa solidão, essa dor dentro de mim, que me sufocava todos os dias, todas as horas. Nada mudava. Não, porfavor, não me julguem por algo que fiz ou que deixei de fazer, vocês não sabem de nada que aconteceu na minha vida, não sabem de minha história. Só peço que vocês me compreendem, apenas isso. Não consegui ser o suficiente na vida de ninguém, nem para mim consegui ser, imagine para alguém né. Eu mudei, e sinceramente, eu não queria ter me tornado essa pessoa que me tornei. Enfim, não estou mais conseguindo superar. Está tudo tão errado, está tudo tão confuso. Meu coração está surrado, maltratado, pisado, destruído, machucado, aos pedaços. Não estou encontrando outra solução a fazer a não ser essa. Desculpem-me, mas não estou mais conseguindo agüentar isso tudo que está acontecendo comigo. Adeus. O último adeus. — Maria Fernanda
(Source: littlebitchh, via littlebitchh)
















